Total de visualizações de página

segunda-feira, 25 de abril de 2011

DESAFIO DA ESCOLA: INCLUSÃO DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA MENTAL


Cleber de Souza

03/01/2008

RESUMO

Muito se fala em inclusão. Mas onde ela acontece, como ela é aplicada, qual sua importância e qual sua influencia na vida e na educação das pessoas é um tema dos mais discutidos e estudados atualmente. Em uma sociedade individualista, onde é cada um por si, como o diferente é tratado?
A escola e nossos educadores estão preparados para realmente fazer a inclusão de um aluno com deficiência no ambiente escolar. Sabemos que nossa sociedade, a família tem papel fundamental nesse processo de inclusão, mas até onde segue as responsabilidades da escola e do educador. E quando a deficiência é mental? Como trabalhar um aluno que tem limitações de aprendizagem?
É um desafio que começa desde casa e vai além da porta da escola, escola essa, que tem uma grande responsabilidade pela formação das pessoas e sua inclusão no meio em que vive.

Palavras-chave: Inclusão, Escola, Deficiência.


1. INTRODUÇÃO


Um dos maiores desafios na atualidade é a inclusão escolar do aluno com deficiência, no entanto, pode-se com certeza afirmar que “ninguém é capaz de definir quanto uma pessoa pode aprender” (NOVA ESCOLA, 2007). A inclusão é um tema que vem sendo discutido desde a antiguidade, passou por processos até entanto cruéis, onde se isolava as pessoas com deficiências, abandonava ou até matava. Essa aceitação do diferente ainda é um tabu atual. Nas escolas, somente a partir da década de 90 começou-se a discutir a necessidade da adequação curricular e praticas pedagógicas para assim acolher o diferente. Porém muitos são os desafios, as barreiras impostas pela sociedade ainda preconceituosa.


2. A INCLUSÃO E A ESCOLA

            Sabe-se que há uma legislação para a educação inclusiva, assegurando a todas as pessoas com deficiência os mesmo direitos de todos os outros cidadãos, inclusive o direito à educação. E é dever da escola atender todos os alunos, indiferente à cor, sexo, raça, nacionalidade e inclusive limitações físicas ou mentais. Segundo o estatuto da criança e adolescente é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, à efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e a convivência familiar e comunitária. Educação inclusiva não se refere somente a atender crianças com deficiência, mas contemplar outras necessidades educacionais: crianças que tem dificuldades de aprendizagem, que repetem o ano, que se sentem excluídas do grupo, etc.

Segundo Maria Matoam, psicóloga, para lidar com a inclusão de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais é preciso abandonar a idéia equivocada de que o professor tem que se preparar para atender alunos com deficiência. Segundo ela, não existem métodos de ensino especiais para se ensinar os conteúdos curriculares para esses alunos. “O professor não tem que aprender como ensinar matemática para alunos com deficiência. Ele tem de se preparar para atender a todas as crianças. O ensino escolar vai mal porque a escola continua repetindo no século XXI o que foi a escola do século XVIII", aponta a psicóloga. Ainda segundo ela, a preparação dos professores comuns deve passar pela naturalização de seus métodos, práticas de ensino, avaliações, entre outras tarefas, que estão muito defasados. “Por outro lado, os professores da educação especializada precisam também aprender a distinguir as suas funções das dos professores comuns, ensinando, sem repetir nas classes especiais, o que é próprio da escola comum, como acontece muito, até hoje, nas escolas especiais”, completa.
Ainda segundo a psicóloga, as escolas estão sendo preparadas para receber esses alunos, a partir da presença deles nas escolas. “Aprendemos a fazer, fazendo”, diz ela. “É óbvio que se as crianças são segregadas em escolas especiais, não há necessidade de as escolas comuns se prepararem para recebê-las. Como agora, elas estão sendo encaminhadas às escolas comuns, tudo muda”.


3. DEFICIÊNCIA MENTAL E APRENDIZADO


Uma das maiores dificuldades da escola e dos educadores é a aceitação de alunos especiais com uma deficiência desafiadora: a mental. Sabe-se que essa deficiência pode ser classificada como “deficiência mental leve, moderada, severa e profunda” (NEAD, 2007). Mas como agir quando você recebe em sua escola um aluno com tais limitações. Para muitos educadores isso é o fim do mundo, pois esse aluno vai ser um aluno “problema”, com déficit de atenção, dificuldade de aprendizagem, dificuldades de integração entre outras. Mas como se preparar para lecionar em uma classe de deficientes?

Primeiramente pode-se afirmar que todos nós temos deficiências. Algumas crianças são especiais e é para essas crianças que a escola, não somente o professor deve se preparar lembrando-se sempre que a educação inclusiva não se refere somente a atender crianças com deficiência, mas
aceita-la como ela é. O que a escola e muitas pessoas ainda não sabem, é que as crianças com deficiência são capazes de muitas coisas: ler, escrever, falar, jogar, correr, ser feliz. O que precisa ser feito para essas crianças é estimular, criar novos desafios, desenvolvendo assim a sua autonomia. Não contribuiremos em nada, fazendo tudo pela criança ou dando atividades mais fáceis. Devemos sim, criar estratégias, ferramentas, para estimular a realizar atividades, jogos, brincadeiras, higiene pessoal com autonomia e independência, desenvolvendo assim sua intelectualidade, cognição e afetividade. . Segundo o pedagogo Laurindo, “Não adianta trazer a criança para a escola e simplesmente colocá-la sentada na sala. Há que se desenvolver novas maneiras para atingir essa criança. Trabalhar com inclusão numa escola dizendo que todos devem abrir o livro na página tal pode excluir ao invés de incluir a criança com necessidades especiais, porque ela vai perder o interesse, vai se isolar”.

            A escola neste contexto tem um grande desafio. Digamos que educar alunos ditos “normais”, já é uma tarefa um tanto difícil, imagine trabalhar neste com alunos que tenham uma grande deficiência de aprendizagem, uma deficiência mental. È realmente um esforço não só do professor, mas de toda comunidade, família, e escola que contempla neste último desde o envolvimento da direção da escola até a faxineira. .

4. CONCLUSÃO

É grande a dificuldade de nossos educadores em compreender que a educação precisa de uma mudança imediata. Os educandos são seres humanos, dotados de capacidades que muitas vezes estão adormecidas. Daí a tarefa do educador, fazer com que todos seus alunos tenham os recursos e estímulos necessários para desenvolver tais habilidades. A escola precisa se adequar para acolher todos os alunos, indiferente de qualquer diferença física ou mental. Acredito que a inclusão destes alunos deveria ser feita desde a educação infantil, pois se levarmos em conta que em uma instituição de educação essa criança teria já desde pequena uma interação, um convívio social maior e um acompanhamento especializado. O que acontece hoje é que as famílias escondem essas crianças e as protegem de tudo, inclusive do aprender, dentro de suas casas até atingirem à idade escolar. Isso torna a adaptação à sociedade e ao ambiente escolar um pouco mais difícil. Difícil sim, mas não impossível, quando se trata de um ser humano.

5. REFERÊNCIAS


NASCIMENTO, Luciana Monteiro do. Educação Especial. Caderno de Estudos NEAD. Indaial, 2007.

ACHCAR, Tatiana. Inclusão do aluno com deficiência mental. Disponível em: < http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/index.htm. Acesso em: 02/01/2008.

NOVA ESCOLA. Inclusão. Ed.Especial nº11, ano 2007.

COMCIÊNCIA. Crianças com necessidades especiais - Escola lidando com adversidades. Disponível em: <  http://www.comciencia.br/reportagens/2005/12/06.shtml . Acesso em: 02/01/2008.
















Nenhum comentário:

Postar um comentário