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segunda-feira, 25 de abril de 2011

CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO

CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO DAS
ESCOLAS CONTEMPORÂNEAS


Cleber de Souza

14/02/2008

RESUMO

A busca constante por um sistema de educação perfeito é a grande preocupação da sociedade na atualidade. Um tema amplo que vem sendo discutido por educadores, políticos, pensadores, famílias e sociedade. Qualidade na educação, formação de professores, escola inclusiva, direitos e deveres das escolas, adequação do ensino regular, médio e segundo grau, cursos de graduação, pós-graduação, ensino à distancia,  são alguns destes temas que estão sendo objetos de estudo e análise. Uma melhoria em nossas metodologias é necessária. A criança como parte principal e seu aprendizado como objetivo da escola, é o que busca a maioria das instituições. Não só a formação intelectual mas o desenvolvimento de habilidades e pensamento crítico neste contexto em que vivemos também é avaliado. Mas qual seria as habilidades necessárias? Qual o conteúdo adequado? Qual o dever da escola e do professor? O que a sociedade se preocupa em formar?


Palavras-chave: Educação, Escola, Atualidade.


1. INTRODUÇÃO


Para compreendermos melhor como se dá as concepções de educação na atualidade, precisamos analisar o contexto educativo desde o passado, como funcionavam as escolas, o que os alunos aprendiam, como os professores interagiam  com os alunos, entre outros. As escolas ditas tradicionais existiam em todo o mundo, sendo impossível classifica-las, por assim dizer poderíamos afirmar que existiam escolas de todo tipo. Escolas com regime militar, escolas religiosas (mosteiros), escolas para mulheres, escola para guerreiros e tantas outras. Em grande parte todas tinham um objetivo claro educar, mas muitas vezes o meio como faziam e o que educavam é que era o problema.

Existia por exemplo, escolas que educavam mulheres para serem donas de casa e qualquer pensamento diferente disso a aluna naquela sociedade era excluída. Na maioria das instituições existiam regras severas de conduta, sendo o aluno castigado caso não cumprisse as normas. O ensino de que as verdades eram aquelas impostas pelo professor e que nunca poderiam ser questionadas era mais comum do que se imagina. A educação era tida até então como arma da soberania que educava um povo para não questionar e sim obedecer. Felizmente isso mudou.

2. CONCEPÇÕES DA ESCOLA ATUAL

            Para deixar claramente quais os objetivos da escola atual primeiro precisamos definir que a obrigação das escolas é primeiramente levar ao educando o conhecimento necessário para sua formação pessoal  e ou profissional, tornando-o cidadão. O grande desafio neste é saber no entanto o que é importante para a formação desse aluno. Qual o conhecimento necessário, de que forma levar até o aluno esse conhecimento para que ele aprenda de forma significativa, ou seja, aprenda para a vida toda e não apenas decore o conteúdo como se fazia antigamente. Essa preocupação se faz presente e pode-se afirmar que uma adequação curricular modificando as formas pedagógicas de ensinar vem sendo realizada pela comunidade educativa. Os parâmetros de educação antigos estão sendo reformulados para atender as necessidades de todas as crianças, revendo assim a forma de educar que garanta o aprendizado e desenvolvimento desta criança por completo. A escola portanto preocupada em formar cidadãos críticos, capazes de pensar, refletir, analisar, modificar a situação em que vivem já é uma realidade em algumas instituições, porém estamos longe de atingir essa meta todo vez que vemos na mídia a notícia de que em alguma cidade do interior uma pessoa pegou a garagem de sua casa e transformou em escola, ou quando ouvimos dizer que tal professor , apresenta projetos lindos, só no papel, não acontecendo na prática educativa.

...“A educação tem como principal objetivo, preparar e orientar para que as crianças e adolescentes se tornem pessoas capazes de refletir, questionar e cria suas próprias opiniões. Só é possível mudar o mundo através da educação. Educação com amor, respeito, dedicação e comprometimento. O começo dessa grande mudança deve ocorrer no educador, que deve primeiramente quebrar antigos paradigmas e conceitos que não se aplicam aos dias de hoje”.


 A escola tem objetivos claros quanto a educação, mas muitas são as pedras em que tropeça podendo ser citadas algumas como falta de infra-estrutura, falta de formação dos educadores, falta de direção escolar competente e preparada profissionalmente, desvalorização do professor, alunos sem nenhuma estrutura familiar e sem nenhum senso de respeito mútuo, síndrome do pensamento acelerado em que vivemos neste mundo capitalista e consumista, entre tantos outros.

Para que se possa ter uma educação de qualidade é preciso valorizar o profissional com salário digno, onde ele possa trabalhar menos e se dedicar mais. Hoje temos professores trabalhando três períodos para sobreviver, sem tempo para se dedicar. E sem dedicação não há educação de qualidade. juraci brunet, 19/8/2007

3. O PAPEL DA ESCOLA E DO PROFESSOR



Como citado anteriormente a educação ainda tem muito à mudar. Viemos de uma educação em que os sistemas adotados eram as escolas tradicionais, escolas militares, escolas com regime interno e tantas outras. Hoje apesar de ainda existirem escolas deste porte a educação geral, o ensino regular, esta se adequando a necessidade de se abrir para o aluno, para a sociedade. Embora infelizmente ainda existam escolas e professores ainda usando métodos arcaicos a era da informação em que vivemos vai exigir que as instituições e os professores que não inovarem sua prática educativa para algo mais dinâmico, mais prático, mais atual, vão aos poucos tendo que fechar suas portas quando se trata de instituição e em relação a professor ficando pra traz, não tendo mais o retorno esperado de seus alunos.
Hoje infelizmente a escola tem papel bastante distintos,  variando de instituição de ensino, instituição de apoio social, educação familiar (a escola muitas vezes tem que fazer o papel de pai e mãe da criança), entre tantas outras situações que se pode imaginar. Neste contexto a educação atual tem muito à mudar. A função primeira da escola é levar o conhecimento ao aluno através de professores preparados para tal, o que muitas vezes não acontece. É um tanto assustador e triste mas a realidade de nossas escolas é exatamente essa. Existem situações em que temos estruturas, prédios, salas impecáveis e professores despreparados, bem como o contrário, professores altamente profissionais atuando com condições mínimas de trabalho.
Em primeiro lugar, o professor tem que mudar toda a sua metodologia e a visão do que é ensino/aprendizagem, hoje, e se preparar para lidar com alunos que muitas das vezes estão bem mais informados que ele. Estamos vivendo a era da informação. O aluno passa o dia na internet, na TV recebendo de todas as direções informações. E o professor correndo
de uma escola para outra sem dar conta as atividades pedagógicas básicas. Se o professor não se conscientizar da necessidade urgente dessa mudança (se capacitando, se atualizando, procurando sempre acompanhar as mudanças, que a todo momento vem ocorrendo, ficará à margem. Com certeza ficará ultrapassado. Penso que o professor deva ter uma meta-capacitação continuada sempre. Precisamos aprender a lidar com tantas informações. Precisamos nos capacitar para podermos transformá-las em conhecimento. Nossos alunos precisam dessa contribuição e vejo como uma situação
preocupante, pois o que vemos são muitos professores que se acomodaram em suas salas de aulas e nem se quer lêem um livro ao ano. Sei que o computador nunca substituírá a presença do professor, pois a relação humana entre ambos é necessária, mas que já temos muitas situações em que o professor já não tem seu lugar tão garantido. Precisamos nos abrir às mudanças e corrermos contra o tempo e rápido.



4. O PAPEL DA FAMÍLIA NA EDUCAÇÃO



Antigamente a criança desde cedo era encaminhada à escola para que lá recebe-se toda a formação pessoal, intelectual necessário para vida. Acredita-se que por meio de sistemas mais rígidos, nem sempre o mais correto, tanto na família como na escola, a criança aprendia os valores do que é certo e o que é errado, do sim e do não, do bem e do mal, da liberdade e até onde ela se limita. Os professores e os pais impunham respeito, através de violência física e psicológica, a criança não tinha opinião própria nem vez no meio em que vivia. Hoje os tempos são outros. As crianças ganharam direitos a ter opinião própria , ganharam liberdade de expressão. O desafio neste contexto dos pais está em aparar as arestas e realmente educar essas crianças. O que antigamente era considerado dever do estado e das escolas hoje é da família. A formação pessoal do ser da criança inicia na família. É lá que ela vai aprender a ouvir um não ou um sim na hora certa, aprender a dividir, descobrir o que é o respeito pelo próximo, quais são os seus limites. Aprendendo os valores a partir de casa, a criança ao chegar na escola terá com certeza um convívio social mais pacífico correspondendo de melhor maneira ao desenvolvimento intelectual, social e de habilidades estimuladas pelo professor. A função da família é na realidade estimular o desenvolvimento da criança, seja sua psicomotricidade, habilidades, sua capacidade de superar desafios, incentivar a arte, a pensar, dar segurança e apoio quando essa estiver freqüentando um ambiente escolar participando de sua vida diária, respeitando-a,ouvindo e amando-a.
Segundo a educadora Célia Maria Bernado, não é impossível dar continuidade a uma educação que o aluno já traz de casa; é difícil, porque tanto as crianças quanto os jovens chegam à escola com uma série de ensinamentos recebidos da família. Repito: recebidos, não sei se ensinados, pois o que vemos hoje é pai obedecendo aos filhos, fazendo- lhes as vontades e, quando a ação se inverte, não há ensinamentos. Nós, professores, recebemos esses alunos com a missão de reforçar o que a família faz só que, muitas vezes, os vícios praticados em casa tornam-se barreiras, impedindo que o professor possa trabalhar de forma correta o que é necessário para a educação das crianças e dos jovens. Outro empecilho é a figura do educador. Como isso mudou! De um lado a proibição aos alunos no que se refere a fumar, a sentar-se na mesa, a usar termos chulos; do outro lado, o professor pode tudo. E aí, como se cobrar o que não se faz? Lamento profundamente a perda dos referenciais que nós, professores, temos de incutir em nossos alunos. Temos de ter postura de mestres, porque a gente sabe, perfeitamente, que aos professores o aluno obedece; ao educador, ele escuta; mas ao mestre, ele segue. E a nossa preocupação tem de ser mesmo é nesse seguir, mas seguir frente ao que é bom, correto, justo, humano; afinal, os atrativos fáceis do mundo estão em qualquer lugar e o que a gente percebe muitas vezes é que os pais já desistiram daquele aluno, os colegas, o vizinho, o tio, mas a escola jamais pode desistir da sua missão. É compromisso e às vezes a gente insiste no termo resgate. Como resgatar uma coisa que nunca houve, nunca existiu? Estamos vivendo um tempo de 507 anos de descobrimento e, praticamente, a escola não mudou quase nada e a gente se limita a dizer que o aluno não quer nada. E eu, e você, e nós, professores, queremos o quê? O que temos feito para inverter no nosso aluno a expressão usada em plena segunda-feira à entrada da escola:"Que saco! Tudo de novo". A era é contemporânea, mas a escola precisa avançar muito.


5. CONCLUSÃO

Acredito que as concepções sobre educação ainda são muito recentes e pouco aplicadas. Um planejamento mais adequado, um estudo mais elevado sobre o assunto deve ser organizado e discutido entre todos os envolvidos na área da educação. A escola atual tem um grande desafio que é como educar crianças, jovens e adultos em uma era tão conturbada, tão cheia de paradigmas, ideologias, onde o capitalismo impera, o ter domina mais que o ser. Acredito que o primeiro passo à ser dado deve ser dos que estão a frente de seus alunos. Uma mudança de atitude dos professores em atuação, bem como dos novos se faz necessária e emergencial. Infelizmente ainda temos professores que não conhecem e nem tem noção do que estão fazendo. Somos como educadores os responsáveis pela formação, pelo conhecimento, pela criação de mentalidades, por inserir em nosso alunos o pensamento critico, dando à eles o poder de transformar a realidade em que vivem , oferecendo-lhes o conhecimento necessário para a vida. Acredito que quando todos os educadores tiverem esse pensamento aí sim a escola atual, moderna, capaz de criar cidadãos, críticos, pensadores poderá existir. Escola e educação de qualidade em todos os aspectos nunca irá existir. Teremos que nos contentar com trabalho de alguns grandes educadores que dentro da sala ou fora dela se preocupam realmente com o que estão ensinando aos seus alunos, o que eles estão realmente aprendendo, com sua metodologia de ensino, com a matemática para a vida, não se preocupando somente com seu salário, ou com os benefícios que trazem a profissão e quanto mais educadores existirem com esse pensamento melhor serão os resultados obtidos na área da educação, em nossa sociedade.

Ser educador na atualidade é um desafio e uma árdua caminhada, feita de tropeços, erros e acertos onde muitas vezes um erro nos custa um caminho sem volta para quem ensinamos.


5. REFERÊNCIAS


NASCIMENTO, Luciana Monteiro do. Educação Especial. Caderno de Estudos NEAD. Indaial, 2007.

ACHCAR, Tatiana. Inclusão do aluno com deficiência mental. Disponível em: < http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/index.htm. Acesso em: 02/01/2008.

NOVA ESCOLA. Inclusão. Ed.Especial nº11, ano 2007.

COMCIÊNCIA. Crianças com necessidades especiais - Escola lidando com adversidades. Disponível em: <  http://www.comciencia.br/reportagens/2005/12/06.shtml . Acesso em: 02/01/2008.

http://www.educacaopublica.rj.gov.br/discutindo/discutindo.asp?cod_per=81



DESAFIO DA ESCOLA: INCLUSÃO DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA MENTAL


Cleber de Souza

03/01/2008

RESUMO

Muito se fala em inclusão. Mas onde ela acontece, como ela é aplicada, qual sua importância e qual sua influencia na vida e na educação das pessoas é um tema dos mais discutidos e estudados atualmente. Em uma sociedade individualista, onde é cada um por si, como o diferente é tratado?
A escola e nossos educadores estão preparados para realmente fazer a inclusão de um aluno com deficiência no ambiente escolar. Sabemos que nossa sociedade, a família tem papel fundamental nesse processo de inclusão, mas até onde segue as responsabilidades da escola e do educador. E quando a deficiência é mental? Como trabalhar um aluno que tem limitações de aprendizagem?
É um desafio que começa desde casa e vai além da porta da escola, escola essa, que tem uma grande responsabilidade pela formação das pessoas e sua inclusão no meio em que vive.

Palavras-chave: Inclusão, Escola, Deficiência.


1. INTRODUÇÃO


Um dos maiores desafios na atualidade é a inclusão escolar do aluno com deficiência, no entanto, pode-se com certeza afirmar que “ninguém é capaz de definir quanto uma pessoa pode aprender” (NOVA ESCOLA, 2007). A inclusão é um tema que vem sendo discutido desde a antiguidade, passou por processos até entanto cruéis, onde se isolava as pessoas com deficiências, abandonava ou até matava. Essa aceitação do diferente ainda é um tabu atual. Nas escolas, somente a partir da década de 90 começou-se a discutir a necessidade da adequação curricular e praticas pedagógicas para assim acolher o diferente. Porém muitos são os desafios, as barreiras impostas pela sociedade ainda preconceituosa.


2. A INCLUSÃO E A ESCOLA

            Sabe-se que há uma legislação para a educação inclusiva, assegurando a todas as pessoas com deficiência os mesmo direitos de todos os outros cidadãos, inclusive o direito à educação. E é dever da escola atender todos os alunos, indiferente à cor, sexo, raça, nacionalidade e inclusive limitações físicas ou mentais. Segundo o estatuto da criança e adolescente é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, à efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e a convivência familiar e comunitária. Educação inclusiva não se refere somente a atender crianças com deficiência, mas contemplar outras necessidades educacionais: crianças que tem dificuldades de aprendizagem, que repetem o ano, que se sentem excluídas do grupo, etc.

Segundo Maria Matoam, psicóloga, para lidar com a inclusão de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais é preciso abandonar a idéia equivocada de que o professor tem que se preparar para atender alunos com deficiência. Segundo ela, não existem métodos de ensino especiais para se ensinar os conteúdos curriculares para esses alunos. “O professor não tem que aprender como ensinar matemática para alunos com deficiência. Ele tem de se preparar para atender a todas as crianças. O ensino escolar vai mal porque a escola continua repetindo no século XXI o que foi a escola do século XVIII", aponta a psicóloga. Ainda segundo ela, a preparação dos professores comuns deve passar pela naturalização de seus métodos, práticas de ensino, avaliações, entre outras tarefas, que estão muito defasados. “Por outro lado, os professores da educação especializada precisam também aprender a distinguir as suas funções das dos professores comuns, ensinando, sem repetir nas classes especiais, o que é próprio da escola comum, como acontece muito, até hoje, nas escolas especiais”, completa.
Ainda segundo a psicóloga, as escolas estão sendo preparadas para receber esses alunos, a partir da presença deles nas escolas. “Aprendemos a fazer, fazendo”, diz ela. “É óbvio que se as crianças são segregadas em escolas especiais, não há necessidade de as escolas comuns se prepararem para recebê-las. Como agora, elas estão sendo encaminhadas às escolas comuns, tudo muda”.


3. DEFICIÊNCIA MENTAL E APRENDIZADO


Uma das maiores dificuldades da escola e dos educadores é a aceitação de alunos especiais com uma deficiência desafiadora: a mental. Sabe-se que essa deficiência pode ser classificada como “deficiência mental leve, moderada, severa e profunda” (NEAD, 2007). Mas como agir quando você recebe em sua escola um aluno com tais limitações. Para muitos educadores isso é o fim do mundo, pois esse aluno vai ser um aluno “problema”, com déficit de atenção, dificuldade de aprendizagem, dificuldades de integração entre outras. Mas como se preparar para lecionar em uma classe de deficientes?

Primeiramente pode-se afirmar que todos nós temos deficiências. Algumas crianças são especiais e é para essas crianças que a escola, não somente o professor deve se preparar lembrando-se sempre que a educação inclusiva não se refere somente a atender crianças com deficiência, mas
aceita-la como ela é. O que a escola e muitas pessoas ainda não sabem, é que as crianças com deficiência são capazes de muitas coisas: ler, escrever, falar, jogar, correr, ser feliz. O que precisa ser feito para essas crianças é estimular, criar novos desafios, desenvolvendo assim a sua autonomia. Não contribuiremos em nada, fazendo tudo pela criança ou dando atividades mais fáceis. Devemos sim, criar estratégias, ferramentas, para estimular a realizar atividades, jogos, brincadeiras, higiene pessoal com autonomia e independência, desenvolvendo assim sua intelectualidade, cognição e afetividade. . Segundo o pedagogo Laurindo, “Não adianta trazer a criança para a escola e simplesmente colocá-la sentada na sala. Há que se desenvolver novas maneiras para atingir essa criança. Trabalhar com inclusão numa escola dizendo que todos devem abrir o livro na página tal pode excluir ao invés de incluir a criança com necessidades especiais, porque ela vai perder o interesse, vai se isolar”.

            A escola neste contexto tem um grande desafio. Digamos que educar alunos ditos “normais”, já é uma tarefa um tanto difícil, imagine trabalhar neste com alunos que tenham uma grande deficiência de aprendizagem, uma deficiência mental. È realmente um esforço não só do professor, mas de toda comunidade, família, e escola que contempla neste último desde o envolvimento da direção da escola até a faxineira. .

4. CONCLUSÃO

É grande a dificuldade de nossos educadores em compreender que a educação precisa de uma mudança imediata. Os educandos são seres humanos, dotados de capacidades que muitas vezes estão adormecidas. Daí a tarefa do educador, fazer com que todos seus alunos tenham os recursos e estímulos necessários para desenvolver tais habilidades. A escola precisa se adequar para acolher todos os alunos, indiferente de qualquer diferença física ou mental. Acredito que a inclusão destes alunos deveria ser feita desde a educação infantil, pois se levarmos em conta que em uma instituição de educação essa criança teria já desde pequena uma interação, um convívio social maior e um acompanhamento especializado. O que acontece hoje é que as famílias escondem essas crianças e as protegem de tudo, inclusive do aprender, dentro de suas casas até atingirem à idade escolar. Isso torna a adaptação à sociedade e ao ambiente escolar um pouco mais difícil. Difícil sim, mas não impossível, quando se trata de um ser humano.

5. REFERÊNCIAS


NASCIMENTO, Luciana Monteiro do. Educação Especial. Caderno de Estudos NEAD. Indaial, 2007.

ACHCAR, Tatiana. Inclusão do aluno com deficiência mental. Disponível em: < http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/index.htm. Acesso em: 02/01/2008.

NOVA ESCOLA. Inclusão. Ed.Especial nº11, ano 2007.

COMCIÊNCIA. Crianças com necessidades especiais - Escola lidando com adversidades. Disponível em: <  http://www.comciencia.br/reportagens/2005/12/06.shtml . Acesso em: 02/01/2008.
















OBESIDADE INFANTIL

OBESIDADE INFANTIL


Cleber de Souza



RESUMO

O que é obesidade? Quando ela começa existir? Devemos nos preocupar? Como prevenir? Esses questionamentos nos levam a refletir qual a importância de se ter uma vida saudável. Em nossas crianças que se tem como o futuro do amanhã, que futuro será esse? Levantando esses argumentos analisamos quais são as causas e possíveis soluções para um problema de nível mundial: A obesidade Infantil. Quando uma criança nasce e temos um bebe gordinho, todo mundo diz: “que fofinho”, “que gostosinho”. Mas até onde esse “fofinho” é considerável saudável. Sabe-se que a criança precisa de gordura, de energia para se desenvolver. Porém quando se tem um acréscimo de gordura maior do que o necessário e a criança começa a ganhar peso temos um problema muito maior em nossas mãos. A falta de hábitos alimentares equilibrados aliados a diversos outros fatores é o complemento necessário para uma possível aquisição futura de uma doença relacionada a um único inimigo: a obesidade.



Palavras-chave: Obesidade, Criança, Educação.


1. INTRODUÇÃO


Antigamente se dizia que uma criança gordinha era síndrome de saúde. De certa forma tinha certo fundo de verdade ou pelo menos se pensava. Em uma época em que não se existiam antibióticos a criança mais nutrida resistia mais à processos infecciosos, porém, pode-se dizer que nem sempre uma criança obesa é uma criança com sistema imunológico saudável pelo fato de muitas vezes ser uma criança que só come alimentos energéticos e não tem uma dieta balanceada. Sabemos que nosso corpo necessita de três tipos de alimentos: os reguladores, os energéticos e os construtores. Todos esses são de extrema importância para nosso organismo e sua ingestão garantem o perfeito funcionamento de nosso corpo. Porém existem alimentos que servem como combustível para nós e eles estão classificados como energéticos. Eles são alimentos de fácil ingestão e queima em nosso organismo. Podemos exemplificar esses alimentos citando alguns deles que são os cereais, pão, farinha, batata, macarrão, etc. Esses alimentos quando ingeridos nos fornece calorias e a não queima dessas calorias, ou o recebimento destas calorias em excesso é um dos principais fatores que pode levar a obesidade. Porém não é somente este o fato e a causa que leva a pessoa à obesidade. Temos desde fatores genéticos, psicológicos, sociais, a falta de conhecimento, cultura familiar, dentre outros tantos que podemos citar.        

2. A OBESIDADE

            A obesidade é considerada hoje uma das piores aquisições da humanidade. Ela acontece como resultado de ingestão de calorias em excesso, ou seja, a ingestão de energia mais que necessária. Segundo o Consenso Latino Americano em Obesidade, a obesidade é uma enfermidade crônica que se acompanha de múltiplas complicações, caracterizada pela acumulação excessiva de gordura em uma magnitude tal que compromete a saúde. Entre as complicações mais comuns está a diabete mellitus, a hipertensão arterial, as dislipidemias, as alterações osteomusculares e o incremento da incidência de alguns tipos de carcinoma e dos índices de mortalidade. É um problema mundial e que vem aumentando significativamente a cada ano. Acredita-se que com o fim da situação de pobreza, ou a morte por fome (miséria), um dos males que vem crescendo é realmente o número de pessoas que antes dos 40 anos morrem por doenças causadas pelo excesso de gordura no corpo. Um problema que pode e deve ser prevenido desde a infância.


3. FATORES QUE INFLUENCIAM A OBESIDADE



Pode-se afirmar que tão preocupante quanto à obesidade em pessoas adultas é a obesidade infantil. Acredita-se que só no Brasil para cada 10 crianças 1 é obesa, ou seja, 10% das nossas crianças hoje em nosso país sofrem de obesidade. É um fato preocupante e alarmante, pois se estima que essas crianças quando adultas cedo, antes dos 40 anos, teriam sérias chances de sofrem males causados por doenças relativas ao excesso de peso e gordura corporal. Para entender como acontece a obesidade desde a infância muitos estudos revelam que desde a gestação a criança pode ter esse problema. Não podemos deixar de lado o fator genético. Lembramos que alguns milhões de anos atrás nossos ancestrais sobreviveram por terem genes capazes de estocar calorias que eram queimadas quando necessárias. Os que não tinham provavelmente morreram e não tiveram descendentes. Isso quer dizer que a grande maioria dos sobreviventes tem genes que favorecem o aparecimento da obesidade. Se o ambiente for favorável, ela irá manifestar-se.
Qual é o ambiente saudável para o bebê? É a mãe. Engordar muito durante a gestação, favorece o desenvolvimento de tecido adiposo, de gordura, no primeiro ano de vida da criança. Uma mãe que tem uma gestação com uma alimentação deficiente também favorece a ter uma criança com obesidade. Na realidade a criança precisa ter certa quantidade de gordura elevada. “A criança nasce com mais ou menos 17% de gordura no corpo. No final do primeiro ano de vida, esse índice sobe para 35% e o peso da criança triplica. A gordura que estocou nesse período vai ajudá-la a viver no ano seguinte, quando começa a andar e a brincar e garante a energia necessária para os anos subseqüentes.” (VARELA, 2007).

A criança não para quieta e precisa ser fortinha por assim dizer, mas os pais devem ficar atentos quando uma criança se difere muito em peso quanto a outras crianças de mesma idade.
Analisando a questão o que faz uma criança engordar, algumas estatísticas mostram que o responsável pela obesidade infantil é de 25% atribuído ao fator genético, 30% a transmissão cultural e 45% a outros fatores ambientais não transmissíveis. Essas estatísticas são do Consenso Latino Americano de Obesidade e nos leva a refletir que o que define uma criança ser obesa não é o fator genético e sim uma falta de educação e equilíbrio social e familiar.


4. ACOMPANHAMENTO ALIMENTAR NA INFÂNCIA



Pode-se afirmar que uma cultura errada existe na atualidade. Muito se fala em amamentação, mas muito pouco ainda vem sendo feito. O fato da criança até os seis meses de idade só precisar do leite materno é mais do que comprovado. Levando o tema alimentação infantil para o dia dia temos mamadeiras adocicadas, engrossadas com farinha e feitas com leite de vaca, leite esse que contem gordura em excesso. Crianças sedentárias que ficam muito tempo na frente da televisão também é um problema, pois neste não se da a queima das calorias obtidas em sua alimentação.

“Trabalhos que constam da literatura e uma avaliação feita no Hospital das Clínicas mostram que mais de quatro horas de TV por dia estão associadas à obesidade das crianças. Chegamos a esse dado no ambulatório do HC, avaliando 240 crianças por seis meses mensalmente e depois a cada seis meses ou com freqüência maior conforme a necessidade.Nesse programa de acompanhamento, verificamos que certas crianças passam dez horas por dia assistindo à televisão, mais algumas horas dormindo e outras sentadas na escola. Isso nos permite concluir que o aumento da obesidade nos dias atuais não se deve aos genes, pois não houve tempo para eles se modificarem nos últimos quarenta anos. Na verdade, nossa propensão genética para a obesidade encontrou ambiente favorável nos erros alimentares associados ao sedentarismo da vida moderna.” (VILLARES, 2007).

Segundo Sandra Villares, médica coordenadora do hospital das clínicas de obesidade de São Paulo em entrevista no site de Dr. Drauzio Varela, os motivos para as crianças ganharem peso em excesso são muitos. Nos da um exemplo bem típico de qualquer família onde diz que a criança tem a sensação de fome e saciedade. Ela sabe quando deve começar a comer porque está com fome e quando parar porque está saciada. Entretanto, por excesso de amor, por achar que dando comida está dando carinho, a mãe resolve que a criança não pode deixar nada no prato. Ela não entende que, às vezes, a pequena quantidade que o filho comeu é suficiente para saciá-lo.
O que queremos dizer com saciedade? Quando o indivíduo começa a alimentar-se, sente extremo prazer no sabor da comida, mas esse prazer vai diminuindo à medida que se sente satisfeito. Às vezes, isso acontece com quatro colheres de arroz; às vezes, com duas. Varia tanto no adulto quanto na criança, mas a mãe quer que coma as quatro colheres, não a deixa sair da mesa enquanto não limpar o prato e não registra sua indicação de que está satisfeita. Duas horas mais tarde, aparece com um copo de leite ou alguma coisa para comer mesmo que a criança não esteja com fome.
Isso está errado. A criança deve comer quando está com vontade. Não é necessário impor horários rígidos. Ela possui o relógio biológico da fome e da saciedade que acaba se perdendo porque não é levado em consideração, e a criança não sabe mais quando começar a comer nem quando suspender a refeição. Aí, a televisão mostra comidas maravilhosas, cheias de gordura e de açúcar, substâncias que aumentam muito a palatabilidade dos alimentos, e a criança passa as tardes mastigando bolachinhas, biscoitinhos, hambúrgueres, balas e chocolates.Há ainda fatores emocionais que não podem ser desprezados. Nasce um bebê na família; a criança, que ficava com a avó, vai para a escola ou muda de colégio. Ansiosa, começa a alimentar-se mais porque, como os adultos, não distinguem fome de ansiedade. Essa modificação dos hábitos alimentares faz com que o tecido adiposo, que deveria ser formado por volta dos sete anos, se desenvolva mais cedo. Isso se chama de rebound precoce da adiposidade.

Na infância, alguns fatores são determinantes para o estabelecimento da obesidade: desmame precoce e introdução de alimentos inadequados, emprego de fórmulas lácteas inadequadamente preparadas, distúrbios do comportamento alimentar e relação familiar conturbada (Fisberg, 1995).

Os períodos críticos de surgimento da obesidade progressiva são os 12 primeiros meses de vida, a fase pré-escolar e a puberdade. A obesidade progressiva se associa à obesidade hiperplásica, o que dificulta o controle de peso corporal na idade adulta (Guedes, 1998.).

Para o tratamento do obeso infantil, existem algumas normas gerais a serem seguidas: uma dieta balanceada que determine crescimento adequado e manutenção de peso; exercícios físicos controlados e apoio emocional individual e familiar. Além disso, a Educação Nutricional é essencial, pois visa a modificação e melhorias dos hábitos alimentares a longo prazo, e torna-se um elemento de conscientização e reformulação das distorções do comportamento alimentar, auxiliando a refletir sobre a saúde e qualidade de vida (Mantoanelli,et al,1997.)

5. CONCLUSÃO

A obesidade infantil vem aumentando de maneira desordenada e rápida nos últimos anos. Consideram-se como principais fatores o maior consumo de alimentos ricos em carboidratos e gorduras, e o sedentarismo. Hábitos alimentares irregulares e inadequados, perfil sócio econômico diferenciado, influência da mídia, todos esses fatores aliados, contribuem muito para o aumento do número de pessoas obesas. Somente uma sensibilização da sociedade seria capaz de reverter esse quadro. Uma alimentação mais equilibrada, uma prática de exercícios físicos regulares, a incrementação das aulas de educação física na escola (um possível aumento de carga horária para essa disciplina), um apoio e participação de toda a família, uma melhora na qualidade de vida, seria o ínicio para uma vida mais saudável e feliz. Prevenir futuros problemas prevenindo a obesidade é uma preocupação deste século. O que não se pode fazer é fecharmos os olhos e não nos preocuparmos com o amanhã. Levando em consideração que verduras, frutas e alimentos saudáveis em termos financeiros são mais baratos que muitos consumidos hoje em nossa sociedade, porque não adequamos nosso cardápio para uma alimentação mais sadia. É um fato comprovado que se não cuidarmos de nossa saúde e a de nossas crianças hoje, amanhã poderá ser tarde.


5. REFERÊNCIAS



VARRELA, Drauzio. Entrevistas: Obesidade Infantil.

VILARRES, Sandra. Entrevistas: Obesidade Infantil.

EDUCAÇÃO PUBLICA, Discutindo: Obesidade Infantil.

CONSENSO LATINO AMERICANO EM OBESIDADE, Obesidade Disponível em: < http://boasaude.uol.com.br/lib/showdoc.cfm?LibCatID=-1&Search=obesidade&LibDocID=3961
 Acesso em: 23/03/08.

PORTAL SAÚDE, Obesidade Infantil. Disponível em: < http://www.saudenainternet.com.br/portal_saude/obesidade-infantil.php  Acesso em: 23/03/08.
Doutor Nataniel Viuniski
Pediatra - Membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (ABESO) e autor do livro Obesidade Infantil – Um Guia Prático
http://www.abeso.org.br

Doutor Mauro Fisberg
Professor adjunto e chefe do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da UNIFESP / Diretor do Centro de Nutrição da Universidade São Marcos
http://sites.uol.com.br/fisberg

Principios da agenda 21

DECLARAÇÃO DO RIO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO


A Conferência Das Nações Unidas Para Meio Ambiente E Desenvolvimento

Tendo-se reunido no Rio de Janeiro de 03 a 14 de junho de 1992,
Reafirmando a Declaração da  Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Humano, aprovada em Estocolmo em 16 de junho de 1972, e tratando de basear-se nela,
Com o objetivo de estabelecer uma aliança mundial nova e equitativa mediante a criação de novos níveis de cooperação entre os Estados, os setores chave das sociedades e as pessoas,
Procurando alcançar acordos internacionais em que se respeitem os interesses de todos e se proteja a integridade do sistema ambiental e de desenvolvimento mundial,
Reconhecendo a  natureza integral e interdependente da Terra, nosso lugar,
Proclama que:
PRINCÍPIO 1
                                 Os seres humanos constituem o centro das preocupações relacionadas com o desenvolvimento sustentável. Têm direito a uma vida saudável e produtiva em harmonia com a Natureza.
PRINCÍPIO 2
                                 Os Estados, de conformidade com a Carta das Nações Unidas e os princípios da lei Internacional, possuem o direito soberano de explorar seus próprios recursos segundo suas próprias políticas ambientais e de desenvolvimento, e a responsablidade de velar para que as atividades realizadas dentro de sua jurisdição ou sob seu controle não causem danos ao meio ambiente de outros Estados ou de zonas que estejam fora dos limites da jurisdição nacional.
PRINCÍPIO 3
                                 O direito ao desenvolvimento deve exercer-se de forma tal que responda eqüitativamente às necessidades de desenvolvimento e ambientais das gerações presentes e futuras.
PRINCÍPIO 4
                                 A fim de alcançar o desenvolvimento sustentável, a proteção do meio ambiente deverá constituir parte integrante do processo de desenvolvimento e não poderá considerar-se de forma isolada.
PRINCÍPIO 5
                                 Todos os Estados e todas as pessoas deverão cooperar na tarefa essencial de erradicar a pobreza como requisito indispensável do desenvolvimento sustentável, a fim de reduzir as disparidades nos níveis de vida e responder melhor às necessidades da maioria dos povos do mundo.
PRINCÍPIO 6
                                 A situação e as necessidades especiais dos países em desenvolvimento, em particular os países menos adiantados e os mais vulneráveis do ponto de viste ambiental, deverão receber prioridade especial. Nas medidas internacionais que se adotem com respeito ao meio ambiente e ao desenvolvimento também se deveriam ter em conta os interesses e as necessidades de todos os países.
PRINCÍPIO 7
                                 Os Estados deverão cooperar com o espírito de solidariedade mundial para conservar, proteger e restabelecer a saúde e a integridade do ecossistema da Terra. Tendo em vista que tenham contribuído notadamente para a degradação do meio ambiente mundial, os Estados têm responsabilidades comuns, mas diferenciadas. Os países desenvolvidos reconhecem a  responsabilidade que lhes cabe na busca internacional do desenvolvimento sustentável, em vista  das pressões que suas sociedades exercem no meio ambiente mundial e das tecnologias e dos recursos financeiros de que dispõem.
PRINCÍPIO 8
                                 Para alcançar o desenvolvimento sustentável e uma melhor qualidade de vida para todas as pessoas, os Estados deveriam reduzir e eliminar os sistemas de produção e consumo não sustentados e fomentar políticas demográficas apropriadas.
PRINCÍPIO 9
                                 Os Estados deveriam cooperar para reforçar a criação de capacidades endógenas para obter um desenvolvimento sustentável, aumentando o saber científico mediante o intercâmbio de conhecimentos científicos e tecnológicos, intensificando o desenvolvimento, a adaptação, a difusão e a transferência de tecnologias, entre estas, tecnologias novas e inovadoras.
PRINCÍPIO 10
                                 O melhor modo de tratar as questões ambientais é com a participação de todos os cidadãos interessados, em vários níveis. No plano nacional, toda pessoa deverá ter acesso adequado à informação sobre o ambiente de que dispõem as autoridades públicas, incluída a informação sobre os materiais e as atividades que oferecem perigo em suas comunidades, assim como a oportunidade de  participar dos processos de adoção de decisões. Os Estados deverão facilitar e fomentar a  sensibilização e a participação do público, colocando a informação à disposição de todos. Deverá ser proporcionado acesso efetivo aos procedimentos judiciais e administrativos, entre os quais o ressarcimento de danos e os recursos pertinentes.
PRINCÍPIO 11
                                 Os Estados deverão promulgar leis eficazes sobre o meio ambiente. As normas ambientais, e os objetivos e prioridades em matérias de regulamentação do meio ambiente, deveriam refletir o contexto ambiental e de desenvolvimento às quais se aplicam. As normas por alguns países podem resultar inadequadas e representar um custo social e econômico injustificado para outro países em particular os países em desenvolvimento.
PRINCÍPIO 12
                                 Os Estados deveriam cooperar para promover um sistema econômico internacional favorável e aberto que levará ao crescimento econômico e ao desenvolvimento sustentável de todos os países, a fim de abordar de forma melhor os problemas de degradação ambiental. As medidas de  política comercial para fins ambientais não deveriam constituir um meio de discriminação arbitrária ou injustificável nem um restrição velada do comércio internacional. Deveriam ser evitadas medidas unilaterais para solucionar os problemas ambientais que se produzem fora da jurisdição do país importador. As medidas destinadas a tratar os problemas ambientais transfronteiriços ou mundiais deveriam, na medida do possível, basear-se em um consenso internacional.
PRINCÍPIO 13
                                 Os Estados deverão desenvolver a legislação nacional relativa à responsabilidade e à indenização referente às vitimas da contaminação e outros danos ambientais. Os Estados deverão  cooperar de maneira inteligente e mais decidida no preparo de novas leis internacionais sobre responsabilidade e indenização pelos efeitos adversos dos danos ambientais causados pelas atividades realizadas dentro de sua jurisdição, ou sob seu controle, em zonas situadas fora de sua jurisdição.
PRINCÍPIO 14
                                 Os Estados deveriam cooperar efetivamente para desestimular ou evitar o deslocamento e a transferência a outros Estados de quaisquer atividades e substâncias que causem degradação ambiental grave ou se considerem noceivas à saúde humana.
PRINCÍPIO 15
                                 Com o fim de proteger o meio ambiente, os Estados deverão aplicar amplamente o critério de precaução conforme suas capacidades. Quando houver perigo de dano grave ou irreversível, a falta de certeza científica absoluta não deverá ser utilizada como razão para se adiar a adoção de medidas eficazes em função dos custos para impedir a degradação do meio ambiente.
PRINCÍPIO 16
                                 As autorizadades nacionais deveriam procurar fomentar a internalização dos custos ambientais e o uso de instrumentos econômicos, tendo em conta o critério de que o que contamina deveria, em princípio, arcar com os custos da contaminação, tendo devidamente em conta o interesse público e sem distorcer o comércio nem as  inversões internacionais.
PRINCÍPIO 17
                                 Deverá empreender-se uma avaliação do impacto ambiental, em termos de instrumento nacional, a despeito de qualquer atividade proposta que provavelmente produza um impacto negativo considerável no meio ambiente e que esteja sujeito à decisão de uma autoridade nacional competente.
PRINCÍPIO 18
                                 Os Estados devrão notificar imediatamente os outros Estados sobre os desastres naturais e outras situações de emergência que possam produzir efeitos nocivos súbitos no meio ambiente desses Estados. A comunidade internacional deverá fazer todo o possível para ajudar os Estados que sejam afetados.
PRINCÍPIOS 19
                                 Os Estados deverão proporcionar a informação pertinente e notificar previamente e de forma oportuna os Estados que possam se ver afetados por atividades passíveis de ter consideráveis efeitos ambientais nocivos transfronteiriços, e deverão celebrar consultas com estes Estados em data antecipada.
PRINCÍPIO 20
                                 As mulheres desempenham um papel fundamental na ordenação do meio ambiente e no desenvolvimento. É, portanto, imprescindível contar com sua plena participação para chegar ao desenvolvimento sustentável.
PRINCÍPIO 21
                                 Devem ser mobilizados a criatividade, os ideiais e o valor dos jovens do mundo para forjar uma aliança mundial orientada para obter o desenvolvimento sustentável e assegurar um futuro melhor para todos.
PRINCÍPIO 22
                                 Os povos indígenas e suas comunidades, assim como outras comunidades locais, desempenham um papel fundamental na ordenação do meio ambiente e no desenvolvimento devido a seus conhecimentos e práticas tradicionais. Os Estados deveriam reconhecer e prestar o apoio devido a sua identidade, cultura e interesses e velar pelos que participarão efetivamente na obtenção do desenvolvimento sustentável.
PRINCÍPIO 23
                                 Devem proteger-se o meio ambiente e os recursos naturais dos povos submetidos à opressão, dominação e ocupação.
PRINCÍPIO 24
                                 A guerra é, por definição, inimiga do desenvolvimento sustentável. Em consequência, os Estados deverão respeitar o direito internacional proporcionando proteção ao meio ambiente em épocas de conflito armado, e cooperar para seu posterior melhoramento, conforme for necessário.
PRINCÍPIO 25
                                 A paz, o desenvolvimento e a proteção do meio ambiente são interdependentes e inseparáveis.
PRINCÍPIO 26
                                 Os Estados deverão resolver todas as suas controvérsias sobre o meio ambiente por meios pacíficos e com a coordenação da Carta das Nações Unidas.
PRINCÍPIO 27
                                 Os Estados e os povos deveriam cooperar de boa fé e com espírito de solidariedade na aplicação dos princípios consagrados nesta declaração e no posterior desenvolvimento do direito internacional na esfera do desenvolvimento sustentável.

Referências

Documento da conferencia das nações Unidas sobre meio ambiente e desenvolvimento – 1992

Agenda 21  - 1992

Agenda 21 brasileira

Pronea. - 2005

Relatório Final da Conferência Mundial sobre Ensino para Todos: Satisfação das necessidades básicas de aprendizagem, Jomtien, Tailândia, 5 a 9 de março de 1990, (Nova York, Comissão Interinstitucional (PNUD, UNESCO, UNICEF, Banco Mundial) para a Conferência Mundial sobre Ensino para Todos, Nova York, 1990).

domingo, 17 de abril de 2011

Instituto Rã-Bugio Guaramirim - Projeto SOS Animais

No dia 15 de abril de 2011 junto aos alunos da Escola Municipal Emilio Paulo Roberto Hardt realizamos a visita ao Instituto Rã- Bugio na cidade de Guaramirim. Fomos muito bem recebidos pelas monitoras do instituto a Sheila e Valéria que nos mostraram o que é a Mata Atlantica e como devemos preservar os animais que ali vivem. Foi uma manhã de aprendizado em que os alunos tiveram contato com a natureza e tudo o que ela tem a nos oferecer.

Um dos principais objetivos da visita é complementar o cuidado com a fauna e flora de nossa região, criando nos alunos um senso de educação ambiental. Segue abaixo algumas fotos do passeio:
 O inicio quando chegamos os alunos tiveram algumas instruções sobre a mata e as trilhas.


 O grupo separou-se em duas turmas e encaminharam-se a mata.
 Parte em que a Sheila demonstra aos alunos como uma floresta é plantada.
 Local onde o Serelepe (esquilo Brasileiro) vem comer.
 Alunos pegando sementes de palmito - vomitadas pelos pássaros.



 Parte da trilha onde se fala sobre a agua e cadeia alimentar.
 Fotografando Liquens vermelhos (abaixo)

 As duas turmas se cruzando.
 Borboleta capitão do mato e cutia.
 Lagoa das rãs e cagádos.
 Olha o camaleão.
 Mostra de pegada de onça parda.

 Crânio de macaco bugio atingido por tiro.


 Dinâmica dos pássaros

Visite o Instituto Rã-Bugio que vale a pena.